Um jornalista cobrindo conflitos de guerra. Ele adoraria que suas fotografias não sensacinalistas fossem notícia. E é com seu olhar atento de fotógrafo que vê um senhor com o semblante plácido em meio aos livros. Um livreiro em meio ao caos das ruas de Gaza.
Uma foto, ele pergunta se pode tirar uma foto. Poderá, mas antes Nabil, o livreiro diz que precisam se conhecer. Para ter uma foto, precisará saber a história de quem deseja fotografar. O livreiro o recebe como a um amigo e começa a narrar sua história.
Entre as memórias do livreiro desde a infância, vamos conhecendo uma história de resiliência, de força, de sobrevivência e de coragem. A vida dele não foi fácil. Cheia de perdas, tanto de pessoas como de lugares. Um menino refugiado, um jovem com ânsia de mudança e um homem carregado das marcas dessa vida e dessas guerras enfrentadas.
Ao longo da vivência deste homem, ele sempre teve os livros presentes e é sobre eles também essa história. O quanto eles podem dar a quem mais precisa, em momentos de tantas necessidades. O quanto eles podem transformar uma vida e as realidades ao seu redor.
A leitura é curta, de escrita simples, mas marcante. Impacta, emociona e fica dentro de nós. Amei o livro, amei a sensibilidade da trama e recomendo demais a leitura para os leitores que assim como eu, gostam de se emocionar.

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