Resenha | Noites brancas

 Um homem solitário. Não há ninguém em sua vida. Não tem amigos, não tem família... Mas numa noite, na qual passeava, ele topa com uma mulher. Ela chora, ele se põe curioso. Ela é quase assediada por um homem e ele lhe salva. 

Basta essa noite para que ele logo se encante por ela, mas o coração dela já é de outro. Será que este sonhador será capaz de apenas ser amigo dela e deixar seus sentimentos de lado? 

"Noites brancas" foi minha primeira experiência com Dostoiéviski e por aqui foi um ótimo começo com o autor. Quando iniciei a leitura pensei que não seria tão atingida pela história, mas estava bem enganada. A história desse jovem emocionado acabou me arrebatando. 

Confesso que tinha certo receio de encontrar uma linguagem difícil, mas foi completamento ao contrário. Uma linguagem simples, que torna a leitura muito fluida e fácil de ser realizada. 

Foi aos poucos que passei a sentir empatia pelos personagens e aos poucos me vi amarrada pelas poucas noites que os jovens se encontraram. Mas nem só de empatia vivi a experiência, mas também outros sentimentos me atravessaram como angústia, melancolia, tristeza e até mesmo certa dose de irritação. 

Mas o que ficou ao final da leitura foi um sentimento de vazio existencial melancólico. Embora a todo momento eu esperasse que algo fosse dar errado, não sabia por onde exatamente o autor me levaria com seus personagens. Entendo agora porque a obra é um clássico. Por mais simples até que seja, a história reverberou em mim depois que fechei o livro. 

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