Apesar dessas questões, Casey é uma mulher preparada. Já está bem abastecida com alimentos, com velas em abundância, só basta torcer para que a árvore não caia em sua cabeça e que o telhado aguente firme. A tempestade está apenas no seu começo quando Casey acredita ter enxergado um rosto através de sua janela. Há alguém lá fora, ela tem certeza. Vai precisar vencer o medo e verificar. Casey é uma mulher sozinha, mas ela sabe se defender. Entretanto, o que ela encontra é uma menina. Uma menina com a roupa toda ensanguentada. Talvez não seja o mais prudente, mas o espírito de Casey lhe pede que a acolha, ela só não poderia imaginar o que mais essa noite de tempestade lhe traria de surpresa...
Freida novamente é incrível na arte de envolver. Desde o começo da história me senti presa e imaginando como a autora iria me tapear. Além de encolvimento, ela sempre consegue me surprender com alguma revelação, reviravolta na história e dito e feito, em "A intrusa" mais uma vez fui pega de surpresa. Há uma certa revelação que, de fato, me deixou de queixo caído. Não sei se eu que sou desatenta demais, mas se for isso, gosto de ser quando o quesito são livros do gênero.
Os capítulos são curtos, intercalam entre antes e depois e entre uma adolescente com a vida um caos e a noite de tensão na casa de Casey. A escrita continua simples, fluida e de rápida leitura. Mesmo não conseguindo ler muitas horas por dia, foi fácil dar conta, rapidamente, deste livro. Ao meu ver, os livros da Freida tem me parecido que estão cada vez melhor amarrados e acho que este, junto a "O namorado", são os que mais me satisfizeram em questão de finais.
O livro é um entretenimento bom, que segue as fórmulas da autora e que supriu as minhas expectativas.

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