Arrumar um emprego está muito difícil. Seu antigo chefe arruinou sua reputação. Infelizmente, as contas seguem apertadas. Sua noiva dá uma ideia: alugar um dos quartos sobrando que a casa deles tem. Depois de um monte de candidatos estranhos, Whitney aparece. Enfim, a inquilina perfeita... Será?
O leitor é jogado numa convivência que parece que vai funcionar muito bem, mas logo nos vemos envolvidos numa convivência conturbada. Blake começa a ter enormes atritos com a inquilina e há um momento em que já não sabemos se podemos confiar neste narrador. Será que as coisas estão mesmo acontecendo? Whitney é tudo Blake pensa sobre ela? Ou será que ele não está muito bem mentalmente?
Diferentemente de outros livros da Freida, neste temos um protagonista masculino, o que achei uma escolha bem interessante. Talvez dispense dizer, mas continuamos recebendo a escrita fluida e envolvente que a autora sempre nos apresenta. Li em dois dias porque queria respostas. Passei raiva com os personagens? Passei. Senti que algumas coisas soaram repetitivas? Também. Mas eu gostei do livro, gente.
Em certo momento não sabia do que suspeitar. É uma ótima trama para criar teorias e para se pegar xingando e falando com os personagens (sim, eu fiz isso várias vezes nesse livro). Me rendeu boas horas de desconfianças. Me envolvi, senti e me surpreendi. Algumas situações saquei e outras me surpreenderam, mas a experiência geral foi muito, muito proveitosa. Não há um final de Freida em que ela não pense em algo bem mirabolante.
Li algumas opiniões sobre decepção, mas eu acho, que se você já conhece como são os livros de Freida, vai conseguir curtir de alguma maneira essa história.
