Diane e Lou são mãe e filha. A relação delas é boa, mas coisas passam debaixo da superfície de ambas. Lou vive a adolescência e começa a sofrer de ataques de pânico e Diane sabe o quanto isso é sério e preocupante.
Diane, por outro lado, vive além dos problemas da filha mais velha, a iminência de uma separação no casamento. Mas a filha, claro, é sua prioridade, mas ela acha que além de ajudar com tratamentos, enfrentar o seu próprio passado é importante para também se curar, consequentemente ajudar Lou a superar a fase que vem atravessando.
"As horas frágeis" foi meu primeiro contato com a autora Virginie Grimald. Sempre tive curiosidade com seus títulos e hoje, após a leitura, entendo que realmente sua escrita e histórias combinam com o que mais gosto de ler e o primeiro contato foi um sucesso.
Uma trama que fala sobre um dos temas dos quais mais gosto de ler: a maternidade. Sinto uma grande conexão com a temática e de cara, a narrativa me envolveu. Uma escrita simples, sútil e que me arrebatou por isso, pela sutileza em se tratando de temas sensíveis.
Maternidade, questões mentais e enfrentamento do passado são os temas centrais. Gostei de como as questões mentais foram trabalhadas mostrando a importância do cuidado que este tipo de questão requer. Também gostei demais da reflexão de que filhos são seres individuais, quer os pais queiram ou não. Como mãe, me sinto extremamente atravessada com essas temáticas.
Me encantei em conhecer Virginie Grimaldi e já quero outros títulos da autora, com certeza. Sinto que sua escrita é sútil e potente ao mesmo tempo e que os dramas que aborda sejam sempre necessários e importantes de se refletir.
