E é no jeito característico de Carla Madeira que vamos mergulhando nesse drama familiar. O leitor vai para a década de 80 e poderá mergulhar em temas como a maternidade, as relações tóxicas, a homofobia, a violência da época e, principalmente, aos sentimentos de culpa.
Algo que muito me agrada na escrita da autora é como ela consegue construir os personagens, ficando latente seus sentimentos, ânseios e dores e em "Quando", não é diferente. O hiato de cinco anos do último lançamento para esse não mudou em nada o poder de construção narrativo. As costuras que ela faz, indo de passado para presente, de uma situação para outra, me encantam.
Um livro que toca em feridas familiares e explora a ambiguidade dos sentimentos. Nem tudo que sentimos é tão preto no branco. Nós mesmos somos seres de faces e fases, nem sempre é fácil entender a si próprio, imagina então, entender aos outros.
A história me trouxe sentimentos diversos, desde a emoção até a achar graça, e ao final, me deixou com um sentimento agridoce.

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