Desde a adolescência Amy sonha em ser médica. Hoje, ela está em seu terceiro ano no curso e tudo que ela faz é estudar e se esforçar para ser a profissional que sempre desejou.
Porém, ela foi designada para estar trabalhando na ala D, a ala da psiquiatria e um lugar do qual ela não tem boas lembranças. Amy terá que passar a noite no plantão, mas é isso. Uma noite e ela passa por essa provação. Mas, é claro, as coisas talvez não saiam tão fácil assim...
Freida traz uma trama de apenas uma noite, mas que volta ao passado, quando entendemos porque a protagonista tem tanto receio de estar trabalhando nessa ala do hospital. Obviamente, lidar com pessoas com diferentes transtornos mentais é algo a se recear, mas entendemos que para Amy, a coisa é bem mais pessoal.
Com capítulos curtos, ágeis e uma trama, que cronologicamente, passa-se em apenas 12 horas. A ambientação causa uma sensação claustrofóbica. Presos na ala D com inúmeros personagens com atitudes bastante suspeitas.
Alguns capítulos retomam ao passado e me agrada bastante esse recurso narrativo, no qual as situações presentes se consturam com as anteriores. A volta ao passado também nos leva a questionar a respeito das personagens agindo no presente, o que é um ponto bastante positivo numa história do gênero.
De forma geral, o livro me agradou. Entrega aquilo que espero quando leio McFadden. Fluído, envolvente e com uma protagonista irritante de tão sonsa. Lendo a autora pela sétima vez, chego a conclusão de que, aparentemente, ela não consegue explorar tanto as personagens, já que sempre me parecem mais do mesmo.

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