Resenha | Três cães selvagens

Markus Zusak já me encantou anos atrás com alguns de seus livros. Gosto da maneira singular com a qual ele narra suas histórias e claro, fiquei curiosa assim que vi seu novo lançamento. Este livro tem algo diferente, ele é uma não-ficção de memórias do autor, relatando sua vivência com os cães que passaram pela família. 

Com uma escrita fluida e leve, Zusak nos apresenta aos seus cães selvagens resgatados de uma vida sem donos. Parece que a família do autor tem um imã para cachorros peculiares e como me diverti lendo as memórias familiares que envolviam esses animais, incluindo também, os felinos como personagens secundários. 

Mesmo narrando as peripécias dos animais domésticos, o autor me levou a destacar vários trechos durante a leitura, porque falar dos animais que passam em nossas vidas também é refletir sobre as nossas próprias. Conseguimos vislumbrar, por meio das memórias, como é Markus e a constituição dos membros de sua família. Como uma pessoa que sempre teve animais domésticos (cães, gatos, galinhas, peixes, etc...), me identifiquei muito com tantas memórias que ele descreveu. 

Na reta final da leitura não contive as lágrimas, mas enquanto lia e me envolvia com Reuben e Archer, imaginava que em algum momento a emoção da leitura viria. Foi inevitável. Uma leitura intimista, divertida e completamente tocante. Mesmo em um livro de não-ficção, Zusak me mostrou, mais uma vez, que não consigo passar ilesa por uma leitura dele. 

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