Em Epifonia nós vamos embarcar com amigos em uma viagem. Dois amigos que moram na cidade de Rio Grande (sul do Brasil) estão vivendo uma fase da vida de indecisões, de rotina, de uma vida que eles não sabem se querem que continue como está. Tenho certeza que muitas pessoas irão se identificar com eles por isso. Ambos são bem diferentes em personalidade porém a amizade os une e o amor a uma banda de rock também.
E é esse amor que faz com que larguem a sua rotina para assistir a um dos shows, que acontecerá na capital gaúcha, Porto Alegre. Durante a leitura lemos sobre a viagem, sobre a chegada a casa dos outros dois amigos residentes da capital que vão junto ao show e que dão acolhimento aos que estão chegando.
Além de ir ao show e só assistir, fãs como são, querem tentar com que o vocalista receba um envelope que contém uma ilustração muito especial feita por eles. E assim, eles partem para esse dia de grande expectativa. E tenho certeza que essa questão deles serem fãs também causa um identificação.
Em momentos de estresse, eu sempre usei de válvulas de escape para não enlouquecer.
Durante o show nada mais existe para eles e vemos como aquele momento irá tocar profundamente cada um deles. E podemos perceber que uma atividade que pode parecer banal para muitos, é tão importante para quem está vivendo.
Uma história de amizade, de se encontrar na vida, de achar o seu lugar no mundo. Um livro curto que é possível ler muito rapidamente. Aviso que ele contém palavras e termos bem característicos do sul, mas que acredito que não seja um grande problema e que dê pra entender, mesmo para quem não é daqui do sul.
Os personagens podem te causar diversos sentimentos. Um deles me causou um pouco de raiva, pelo seu jeito, mas mesmo sentindo isso, acho que a personalidade dele foi válida para a história e sobretudo para mostrar que uma amizade pode acontecer entre pessoas bem distintas, mas que ainda assim conseguem se admirar e se respeitar como são.
Eu sempre apreciei um bom banheiro. Um lugar que tem o poder de definir a parte mais interna da personalidade das pessoas.
Um livro que nos identificamos em vários momentos e situações. Para quem deseja uma história de amizade e viagens, esse livro é recomendado.
Ficha Técnica
Autor: Pedro Porciúncula
Editora: Chiado Books
Ano: 2019
Páginas: 138
NOTA: 3,5 / 5 ⭐
Para compra: https://www.chiadobooks.com/livraria/epifonia
E na semana passada chegou pra mim mais um livro como parceria e claro, novamente me sinto honrada pela confiança do autor.
O Pedro é um autor que mora na cidade de Rio Grande, aqui no sul do Rio Grande do Sul, cidade vizinha a minha e eu adoro quando algum escritor aqui da região me proporciona a leitura de seu livro.
Epifonia traz a história de dois amigos que embarcam em uma viagem e eu estou louca para embarcar nesse ônibus junto com eles...
Sinopse: Quando se pega um ônibus, podemos ir até ao nosso destino, ou mudá-lo completamente. Regados a boas histórias e Rock n’Roll, dois amigos viajam até Porto Alegre para assistir ao show de sua banda favorita. Em uma Jornada espiritual e musical, eles decidem que nada mais será como costumava ser e que todo o tempo ruim ficará para trás.
Para quem tiver interesse, o livro já está disponível na Amazon e pelo site da própria editora Chiado. Ao pessoal das proximidades da cidade de Rio Grande, tem lançamento dele por lá no dia 02/02 na 46ª Feira do Livro da FURG (Universidade Federal do Rio Grande).
Fiquem ligados que em breve também tem resenha dele por aqui.
Uma coletânea de contos escritos ao longo de um ano e meio, em diversas fases da vida. Sabemos que de um dia pro outro já não somos os mesmos e claro, os contos contam com a variação do autor em seu humor e em seus dias.
Ficha técnica
Autor: Carlos Castagnari
Editora: Chiado
Ano: 2018
Páginas: 508
Eu preciso dizer que acho bem difícil escrever resenha de livros de contos porque cada um deles traz uma trama e isso dificulta em que eu me aprofunde escrevendo sobre alguma história, né? Vou dar um geral sobre os contos e a escrita do Carlos.
Não espere contos fofos aqui, não. Alguns me deram sustos com os seus finais, confesso. A gente tem sempre mania de dar uma julgadinha pela capa e acabei sendo surpreendida, positivamente. Alguns contos carregam uma carga de sentimentos bem forte e intensa e que nos trazem reflexões para a vida.
(...) A existência carrega consigo um preço e, às vezes, depois de pagá-lo à exaustão, a única saída é a morte - o nada como destino para o nada que foi sua experiência neste mundo.
(Trecho do conto 'O peixe')
A maioria dos contos são bem curtos, alguns passam de uma página, mas são todos muitos fáceis de ler ou nem tão fáceis assim, já que os sentimentos impressos no papel, às vezes, saltam tanto das páginas que te possuem e te transmitem todo peso ali colocado.
Todos os contos são muito fortes, mesmo aqueles mais curtos, de poucas linhas. É inegável os sentimentos postos pelo autor em cada linha desse livro. Com formas poéticas, os contos trazem nossos sentimentos à tona, assim como provavelmente os do Carlos vieram.
O sangue é da cor da guerra, da mais fértil das terras. É a cor que vemos quando descobrimos que somos mortais, quando atinamos para o fato de que somos todos iguais.(Trecho do conto 'Sangue')
Não sou muito de beber, mas recomendo esse livro com um bom vinho ao lado e que se deixem ser possuídos pelas palavras tão poéticas do autor. Mais uma obra nacional que me cativou e que recomendo que leiam.
NOTA: 4,3/5 🌟
Ariana é uma jovem que vive em uma cidade pacata de praia, Mar Bonito. Vivendo apenas com a mãe desde a morte de seu pai, ela leva uma vida sossegada. Mas tudo isso muda com a aparição de um jovem. Da noite para o dia, Ariana descobre que o seu mundo não é o único.
Ficha técnica
Autora: Camila Alves Costa
Editora: Chiado
Ano: 2017
Páginas: 474
Ariana usa um colar desde muito pequena, presente de seu pai que o encontrou no mar e agora uma lembrança boa de quem tanto amou e já se foi. Mas o jovem que aparece na vida dela lhe diz que aquele colar é de outro mundo e que serve como um portal e aí a aventura começa.
— É muito fácil culpar o amor, menina. Mas o amor não passa de um sentimento. Ele não pode carregar a culpa...
Raloc é um mundo completamente diferente, onde as pessoas são imortais e nutrem poderes dentro de seus colares. Infelizmente, o colar do pescoço de Ariana está roubando espíritos e isso está causando uma enorme guerra em Raloc. Um rei tirano está no poder e o povo de Raloc está sofrendo com isso.
Agora que se transportou para esse outro mundo, Ariana e seu novo amigo precisam viver como fugitivos já que o rei não terá piedade deles, tentando encontrar uma solução para tudo que está acontecendo e assim poderem encontrar a paz para si próprios e para o povo.
Acredite que do caos vem a calmaria. As coisas vão fazer sentido algum dia.
Essa foi uma leitura que me surpreendeu demais. Como uma leitora que não é tão fã de fantasias, fico feliz que essa tenha me agradado tanto. O livro sofre uma evolução na narrativa muito boa e aos poucos a trama vai crescendo e te envolvendo.
A trama tem muitos elementos que nos cativam. Fantasia, aventura, suspense, romance, amizade... É bem recheado e me deixou querendo mais. Os personagens me cativaram e dei até risadas com alguns deles. A protagonista às vezes me irritava um pouco, confesso.
O livro de estreia de Camila me arrebatou o coração e fico tão feliz quando um nacional causa isso em mim. Esse é o primeiro volume e por favor, eu quero continuação logo.
(...) E só encontramos a força, depois que nos deparamos com todas as fraquezas. É um percurso para toda a vida.
NOTA: 5/5 🌟
O legado da ruína, William Tannure
Editora Chiado, 2017
#SINOPSE:
Em um mundo entre tantos, o Império de Yxor dominava toda a terra conhecida pelo homem. Seu poderio com exércitos vastos e legiões de magos sempre assegurou o controle sobre os reinos subordinados a ele.
Sob o comando de Rognam, um herói que surgiu em tempos obscuros e devolveu a esperança aos homens, o Império yxoriano cresceu e se expandiu até que todos os homens se ajoelhassem perante o imperador-deus.
Um casamento foi celebrado entre ele e a herdeira do maior dos rebeldes, a filha de Sirar, o Leão, regente da nação sulista de DacMeth, com o intuito de unificar aqueles que um dia foram inimigos e de trazer a prosperidade acompanhada de paz.
Dessa união três crianças nasceram, três príncipes de personalidade e objetivo diferentes. Regnar, o mais velho e herdeiro do trono, luta contra as vontades irrecusáveis de seu pai para tentar seguir seu caminho. Arcaedas, um feiticeiro tamanhamente talentoso, quanto arrogante, assolado por uma enfermidade que o privou do sentido da visão. Syric, o mais novo, um rapaz confuso, com o presente e o futuro envoltos em dúvidas e mistérios.
Cada um parte em sua jornada pessoal, motivados por ambições e vontades particulares.
Mas a suposta prosperidade no Império é fraca. Enquanto Yxor julga ter controle sobre os reinos conquistados, seus monarcas indignados pela opressão duradoura tramam silenciosamente a queda do Imperador e da unidade conquistada por ele. E, nas sombras mais densas um ser sinistro de tempos imemoriais espreita, pacientemente, tecendo planos macabros e aguardando seu momento de revelação.
#OPINIÃO:
Lobo e gelo é o primeiro livro da série O legado da ruína e é ambientada no império de Yxor que a partir do momento em que o imperador Rogman ganhou uma batalha contra o monstro de gelo, tem domínio por toda a Geoplaca Central. O imperador já foi um grande guerreiro e herói, porém com o passar dos anos acabou se tornando amargura e um tirano, tanto com o seu povo quanto com sua família.
Junto com a imperatriz, Merlain, constrói uma família com três filhos. Regnar, o mais velho. As expectativas do imperador quanto à seu primogênito são altas, mas não realizadas. O menino é imposto a aprender feitiçaria, mas seus dotes como mago não são bons e assim ele obtém o desprezo do próprio pai. Arcaedas, o filho do meio, também é obrigado a seguir o caminho da magia e apesar da cegueira que lhe assoma desde o nascimento, os dotes desse filho são grandiosos e assim ele supera até mesmo seu irmão mais velho. Como o filho caçula ainda é muito jovem ainda não pôde ser inserido nos treinamentos, não fazendo parte da rivalidade que se acirra entre os outros dois irmãos.
O tempo passa e Galdras, o mago de maior poder dentro do império ajuda Regnar a descobrir o seu ponto forte, mostrando assim ao menino que o Império de Yxor é apenas uma pequena parcela de todos os mundos que existem. Com isso, Regnar não se sente mais tão pequeno frente à seu irmão mais novo. Cada vez mais os irmãos não se dão bem. As personalidades de ambos é bem distinta e os poderes que têm também.
Os anos passam e o reino de Yxor é ameaçado de muitas maneiras. São mistérios que rodeiam e nem se percebe.
"- Haverá um dia, meu filho,- continuou Merlain.- que eu não estarei mais aqui, seja pela idade ou por infortúnios da vida, ou seja, pela vontade de Varhod, o deus todo-poderoso do Pináculo Sagrado. Antes que este dia chegue, porém, você deve aprender que a única pessoa que deve acreditar em você é somente você mesmo, e mais ninguém. Prometa para mim que fará isso."
Preciso comentar que as ficções fantásticas não são uma leitura que eu costuma fazer normalmente. Nem toda leitura desse gênero e afins consegue me prender, mas esse livro conseguiu isso e muito bem. Apesar de Yxor e do imperador Rogman serem ficcionais, eu muitas vezes pensava que isso podia muito bem estar se passando nos dias de hoje, onde a opressão acontece mesmo que de forma sútil. Eu fico pensando em como surgiu tantos personagens e tantos mundos e planos na cabeça desse autor. Eram tantos nomes que ás vezes precisava recorrer ao glossário (que achei genial) no fim do livro. Tive um pouco de dificuldade com os nomes talvez por não ter o costume desse tipo de leitura. O livro apesar de ter muitas páginas transcorre com leveza, pelo menos assim transcorreu comigo. Os mistérios revelados fazem com que o livro não seja de forma alguma monótono.
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Deixo aqui também meu agradecimento ao autor pela confiança e por todo carinho ;)
Beijinhos da Beta