Os esquecidos de domingo

Justine tem apenas 21 anos, mas a sua vida é rodeada de pessoas bem mais velhas do que ela. É órfã de pais, tendo sido criada pelos avós e, atualmente, trabalha em um lar de idosos. Sua vida é pacata. Basicamente ela cuida e escuta histórias, mas uma história em especial a transforma... Hèlene Hel conversa e Justine anota. Justine está prestes a ter a vida tranquila, de certa forma, revirada. 

É assim que o leitor será fisgado. As duas histórias são narradas de forma intercalada. Justine começa a desvendar sua própria família enquanto descobre a trama vivida por Hèlene. Uma história perspassada pela Segunda Guerra e a outra atravessada por escolhas que geram consequências.

Este é o romance de estreia de Valérie Perrin e podemos notar que sua escrita era um tanto mais crua, mas toda a mágica que ela sabe construir com palavras está presente. Mais uma vez a autora conseguiu me arrebatar e me envolver. Não é atoa que ela está entre minhas autoras favoritas. 

Adoro narrativas que se intercalam, histórias que vão e voltam entre passado e presente. Esta também é uma história que Valérie aborda a morte, mas sobretudo a vida, o viver. A sutileza das palavras, a beleza das histórias e a construção dos personagens são, ao meu ver, a grandiosidade da autora. História que aos poucos entrega reflexões, emoção e revelação.

A leitura me envolveu aos poucos e, no fim, me vi arrebatada. Sorri, me emocionei e me surpreendi com os caminhos que a trama tomou. Valérie já estreou mostrando ao que veio.

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