A megacorporação que comanda a televisão, possui inúmeros reality shows - com sangue, drama, e pessoas se humilhando -, em que as pessoas podem participar. Ben vai para a fila e é selecionado para participar do mais sangrento e famoso dos desafios: O foragido. Ele precisa sobreviver 30 dias sendo caçado por assassinos profissionais e todas as pessoas que o denunciarem, ganham uma bonificação. Como se camuflar e escapar nos Estados Unidos?
Stephen King com seu pseudônimo Richard Bachman imaginou esse universo distópico em 1982 e, apesar de não ter se tornando real, a parte em que somos intensamente filmados e expostos, pode-se dizer que é uma realidade. A trama possui muitas ações e confesso, que em alguns momentos, para o meu cérebro era até difícil formar as cenas. Mas consegui me ver envolvida e na torcida por Ben. O livro dá total uma sensação de nostalgia dos anos 80, 90 e parece que estamos assistindo a um filme futurista da época.
Apesar das histórias sob o pseudônimo terem uma pegada diferente de outros livros do autor, a mente inventiva e que expõe o lado cruel do ser humano está ali. Vale lembrar que estes livros são dos primeiros escritos por ele e neste aqui, temos umas das primeiras citações da cidade fictícia "Derry", que se tornaria tão popular, principalmente, por "It".
O livro não entra nos meus favoritos do autor, mas gostei bastante de me envolver por ele e não esperava como seria o final. Me choquei, me entristeci e, de certa forma, me senti satisfeita. É uma trama para ser apreciada como entretenimento, entendendo que foi escrita em outra época e por um King ainda em seus primeiros passos, o que nos mostra sua evolução como escritor.

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