Chris MacNeil é uma atriz de cinema famosa e vive com sua filha de doze anos, Regan. Tudo está indo bem com ambas até que Regan começa a ter comportamentos estranhos, que fogem do seu habitual. Tudo começa gradualmente, até que Chris decide procurar um médico. Ele prescreve um remédio e atribui os comportamentos aos nervos.
Mas as coisas não melhoram, muito pelo contrário, pioram. Regan está incontrolável e nenhum médico está sendo capaz de dar certeza nem tratamento que ajude. E apesar de Chris ser uma mulher cética, começa a crer que aquilo que vê não é mais sua filha. Ela busca, então, a ajuda de um padre. Ela acredita que apenas um exorcismo irá resolver, mas será?
Escrito no ano de 1971, esse livro é um clássico do terror. Posso entender claramente o porquê, depois de o ler. Já tinha tido contato com a história através do filme homônimo lançado em 1973, e pelo que me lembro da adaptação, ela é bastante fiel ao livro, tanto na trama como nos horrores.
Apesar dos capítulos mais longos, senti que a leitura fluiu muito bem. Me envolvi com a história do começo ao fim e torci demais por Regan e para ela se ver livre do mal que a afligia. Além das questões da possessão, de fé/crenças que dominam a trama, temos em paralelo também a investigação de um crime que ocorre durante a história, o que nos dá uma ótima subtrama, trazendo um ar policial a história.
Eu gostei dos personagens, da ambientação e o que mais mexeu comigo nessa leitura, foi que todo o horror aconteceu no corpo de uma garotinha. O livro é forte, com cenas bem descritivas do que a menina passava estando possuída e se palavrões te incomodam, alerto que nesse livro vários são citados. Não recomendaria para menores de 18 anos.
Autor: William Peter Blatty
Editora: HarperCollins Brasil
Ano da edição: 2019
Páginas: 336
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