18 julho 2018

[Variedades] Antologias, saiba mais

julho 18, 2018
🗨 Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Vamos conversar?

🔸Hoje quero falar com vocês sobre antologias. Você sabe o que são? Bem, pra quem não lê e não sabe muito bem o que é, eu te explico. 
🔹Antologias são um conjunto de textos que geralmente, unem escritos de uma mesma temática. Podem ser de qualquer gênero literário e quase sempre de diversos autores diferentes. Podemos dizer que é uma reunião de contos em um só livro. 
Aqui no Brasil a gente conta com várias antologias, já que os autores que estão começando no ramo nem sempre tem o financeiro que exige a publicação de um livro único só deles e assim, a participação em antologias ajuda-os bastante. 
🔸Para quem gosta de contos, as antologias são um prato cheio e geralmente, são muito fáceis e de rápida leitura, visto que contos curtos fluem facilmente. 
🔹Comprem antologias, galera. Sei que não há muito o costume, mas tem muita coisa boa nelas e vocês com certeza estarão ajudando aos escritores iniciantes no mercado, que precisam de apoio 🤗



17 julho 2018

[Resenha] Outsider

julho 17, 2018
Um assassinato bárbaro e chocante de um menino de 11 anos acontece na cidade fictícia de Flint City e provas de quem é o culpado do crime são encontradas na cena. Certos da culpa de Terry Maitland, a polícia, com o detetive Ralph Anderson, o prendem diante de milhares de pessoas da cidade. 
Ficha técnica:
Autor: Stephen King 
Editora: Suma de Letras
Ano: 2018
Páginas: 528
Em seu depoimento, Terry, treinador de futebol e beisebol para criança e pessoa de imagem imaculada perante a cidade, alega a sua inocência, mas com suas digitais na cena do crime e com testemunhas que alegam o terem visto com atitudes estranhas no dia do ocorrido, como ele tem a cara de pau de negar? Ou será que não foi ele?

Quando imagens do acusado, na hora em que uma das testemunhas alega o ter visto com o menino, aparecem e mostram que ele estava em uma palestra e com seus colegas professores dizendo que estavam com ele neste local, o detetive Anderson começa a questionar se a prisão teve fundamento, mas e as digitais?
A vida dos negros importa, seus pais tinham lhes ensinado, mas nem sempre para os policias.
A partir daí, vivemos em um tremendo suspense que conforme vai se desenvolvendo, mais intrigados ficamos, como também ficam os personagens. King nos prende da forma que apenas ele tem o dom e nos transporta para um mundo em que não sabemos no que acreditar. Será que uma pessoa pode estar em dois lugares ao mesmo tempo? Será que alguém quer incriminar um inocente ou será que o acusado quer se livrar da culpa?

A narrativa do autor, como sempre, nos joga na trama e flui de uma maneira muito boa. King é brilhante e escreveu esse livro da sua maneira magistral. A aparição de personagens de outros livros dele também é um ponto que acrescenta e muito nessa trama. Para os fãs de King esse livro é um prato cheio e para os que não leram nenhuma obra dele, esse livro também é uma ótima pedida. 
É difícil ler um livro normal quando escurece, mas o Kindle é ótimo. Uma invenção do caralho, com o perdão do palavreado.
Um suspense com grande mistério que nos faz querer chegar ao fundo da estória para que possamos descobrir quem é ou o que é isso. Personagens construídos de forma que a mim, era como ler amigos de velhos tempos. E deixo o adendo de que neste livro rola spoiler da trilogia de Bill Hodges, então é recomendável ler eles antes se não quiser descobrir coisas antes. 
A dor era contagiosa, a raiva também.

NOTA: 4,5/5 🌟


15 julho 2018

[Resenha] O tatuador de Auschwitz

julho 15, 2018
Uma história de amor nascida em meio aos horrores de um campo de concentração. É nesse cenário que lemos e nos emocionamos com esse livro, baseado em uma história real de como o amor supera até mesmo aquilo que parece impossível. 
Ficha técnica
Autora: Heather Morris
Editora: Planeta
Ano: 2018
Páginas: 240

Acompanhamos a ida de Lale até o campo de concentração. Ele não sabe para onde vai e nem o que será feito dele, mas tem fé de que deve manter-se obediente e assim, vai conseguir passar por isso e ainda voltar à sua família. Foi por eles que Lale se prontificou a ir, sem saber quando e se voltaria para casa. 

Chegando lá, descobre que vai viver em condições de miséria, sendo tratado como escravo. Quando chega é tatuado com o número 32407 e é assim que ele é visto pelos alemães que dominam tudo, apenas mais um número com o qual lidar. 

Lale é um jovem que faz tudo que precisa para seguir vivendo e quando menos espera, vira então o tatuador, aquele encarregado de tatuar os prisioneiros que chegam, assim como foi tatuado. A tarefa não é fácil, mas ele sabe que se não for ele, pode ser outro sem tato pra isso. Com essa posição ele também consegue uma provisão maior de comida, que ele não deve, mas dividi com quem pode e necessita mais naquele momento.

O cintilar das estrelas lá em cima não é mais um consolo. Elas apenas o lembram do abismo entre o que a vida pode ser e o que ela é agora.

Porém quando ele tatua a prisioneira 34902, a vida de Lale muda lá dentro. Gita, mexe com ele como nunca alguém fez antes, mesmo naquele lugar cheio de tristeza, morte e horrores. Um amor cresce e assim, eles ganham mais um motivo para seguir vivendo e tendo fé que aquilo acabaria. 

Esse livro, apesar de cenas carregadas de coisas horríveis, que infelizmente aconteciam naqueles locais nos traz uma história linda. O amor, seja ele fraternal, com paixão, nos fortalece de maneiras que nem imaginamos. O amor pode salvar. Uma história de fé, de coragem. Heróis de pequenos atos que mudaram e ajudaram muito. Uma lição. 

Livro favoritado com toda certeza. A escrita de Heather é também maravilhosa e a gente se perde entre as páginas dessa trama trágica e incrível. Uma leitura marcante, que eu recomendo de olhos fechados para qualquer leitor.

NOTA: 5/5 🌟 + 💓


11 julho 2018

[Novidades] Novo livro de Sarah J. Maas

julho 11, 2018
A autora Sarah J. Maas faz enorme sucesso entre os leitores e mais uma novidade da autora vem por aí para arrasar com os fãs que a acompanham. A capa de Catwoman: Soulstealer foi divulgada pela autora e o livro vai nos trazer uma trama sobre a Mulher Gato, conjunto com a DC Comics. 

Além de vermos essa capa maravilhosa do livro que tem estreia prevista para sete de agosto no exterior, ganhou também um Book Trailer e você pode conferir aqui:


Quando o Batman estiver afastado, a gata vai jogar. É hora de ver quantas vidas esta gata realmente tem …
Dois anos depois de fugir das favelas de Gotham City, Selina Kyle retorna como a misteriosa e rica Holly Vanderhees. Ela descobre rapidamente que com Batman fora em uma missão vital, Batwing é deixado para conter uma maré de criminosos. Gotham City está pronta para a tomada.
Enquanto isso, Luke Fox quer provar que ele tem o que é preciso para ajudar as pessoas em seu papel como Batwing. Ele está focado em um novo ladrão que parece mais esperto do que a maioria. Ela se associou com Poison Ivy e Harley Quinn, e juntos estão causando estragos. Esta Mulher Gato pode ser a ruína de Batwing.
Neste terceiro livro de ícones de DC, seguindo a Mulher Maravilha de Leigh Bardugo: Warbringer e Batman de Marie Lu: Nightwalker, Selina está jogando um jogo desesperado de gato e rato, formando amizades inesperadas e se enredando com Batwing de noite e seu vizinho diabólico, Luke Fox, durante o dia. Mas com uma ameaça perigosa do passado em sua cauda, ​​ela será capaz de afastar o choque mais próximo do coração?

Ansiosos para que chegue logo ao Brasil?

09 julho 2018

[Resenha] Não chore, não

julho 09, 2018
Esther desaparece do apartamento que divide com a colega, Quinn, que nota a falta da amiga pela manhã quando o despertador toca. Em uma outra cidade pacata e onde os dias são uma sequência infinita do mesmo, uma jovem misteriosa aparece mudando os rumos da vida do jovem Alex. 
Ficha técnica
Autora: Mary Kubica
Editora: Planeta
Ano: 2018
Páginas: 304

Você vai achar que tudo está muito óbvio, não é mesmo? Mas não se engane, o nó na sua cabeça está só começando. Quinn não sabe como lidar com o sumiço de Esther, procura por alguma pista do que houve no apartamento e sem imaginar o que iria enfrentar ainda, começa a encontrar pistas que são difíceis de entender. Será que Quinn conhece de fato a sua colega de apartamento?

Alex vive uma vida sem graça, trabalhando em um café e dando conta de cuidar de um pai alcoólatra que não o ajuda em nada. A mãe foi embora quando ele ainda era um menino. A vida não foi gentil com ele e enquanto seus amigos partiram da cidade, ele permanece. Mas a vida lhe deu a surpresa de uma nova cliente aparecer no café e logo a fascinação dele aconteceu. 

Isso não tem nada a ver com ela, é só que ela é uma garota – uma mulher –, e uma garota muito bonita, inclusive. É isso que faz minhas mãos tremerem, que faz que as palavras sejam difíceis de encontrar, que eu baixe os olhos para o chão repulsivo aos meus pés em vez de olhar direto pra ela.

Acompanhamos a trama em capítulos que se alternam entre Quinn enfrentando o sumiço e descobrindo que não sabe tudo da vida da amiga e Alex, descobrindo essa garota nova e misteriosa, sonhando que será ela que fará a vida dele ser, de verdade, uma vida boa. 

Li alguns comentários sobre a narrativa, que no início se arrasta, mas comigo isso não aconteceu. Esse é o segundo livro que leio da Mary Kubica e o jeito como ela cria os seus suspenses tende a ser menos ativo, não temos um "boom" em cada final de capítulo, mas as coisas que parecem ser triviais , se encaixam com um final que, ao menos a mim, foi surpreendente. 

(...) É difícil seguir em frente quando você mal consegue entender o que deixou para trás, ou que deixou você para trás.

NOTA: 5/5 🌟


06 julho 2018

[Resenha] Em algum lugar nas estrelas

julho 06, 2018
Em algum lugar nas estrelas nos traz como narrador da trama, um menino. O livro é ambientado ainda no período da Segunda Guerra Mundial, quando ela se aproxima de seu fim e para Jack, além da guerra, as coisas não tem caminhado muito bem.
Ficha técnica
Autora: Clare Vanderpool
Editora: Darkside Books
Ano: 2016
Páginas: 288
A mãe de Jack faleceu e o pai, um comandante, não tem muito jeito com ele já que passou tempos afastado por causa da guerra, e assim, quando eles se encontram no funeral da mãe, a relação dos dois não é das melhores e eles mais parecem estranhos um para o outro. 

Como o pai ainda precisa lidar com os conflitos do trabalho, Jack é levado para um internato, em uma nova cidade. O garoto fica meio perdido neste novo ambiente. Um colégio militar, a indiferença de seus novos colegas, o mar, algo que Jack nunca havia visto, todos esses elementos que o fazem se sentir pouco. Longe de tudo que conhecia, um pai ausente. 
Às vezes, é melhor não ver todo o caminho que se estende diante de você. Deixe a vida surpreendê-lo, Jackie. Há mais estrelas por aí do que as que já têm nome. E todas são lindas.
Mas, as coisas começam a mudar. Early Auden é um garoto estranho. Aparece quando quer nas aulas e quando se pisca, ele já sumiu de aula. Com uma enciclopédia na cabeça, o garoto tem hábitos que beiram a obsessão e uma dificuldade enorme de lidar com outras pessoas. Apesar da dificuldade inicial, Jack e Early acabam nutrindo uma boa convivência e quando percebem, estão envolvidos em uma aventura.

O livro tem um tom poético e passa uma mensagem linda. Aquele tipo de livro que toca lá no fundinho da gente e que parece que os personagens são como nossos amigos mais íntimos. A relação dos meninos é uma coisa tão pura que permanece com a gente mesmo depois que as páginas acabam. 

Uma trama curta mas cheia de significados. Emocionante é a palavra. Uma estória sobre amizade, lealdade, encontros e reencontros. Uma aventura com fé, com perdão e com coragem. Um livro que indico pra todo mundo para que possam o amar como eu amei. 

NOTA: 5/5 🌟 + 💓

04 julho 2018

[Variedades] 5 melhores livros que li no primeiro semestre deste ano

julho 04, 2018

Olá, seus bonitos! Como estão? Então, chegamos na metade do ano e resolvi colocar aqui os cinco melhores livros lidos até agora, o que foi bem complicado já que foram alguns tantos que ganharam meu coração de alguma forma, mas vamos lá...


Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.
É assim que acaba: Esse livro é um soco e literalmente acaba com a gente. Um tema forte, pesado, mas que precisa extremamente ser discutido e debatido. A violência doméstica aqui é o assunto e como a autora tratou essa temática é ótima, sensível e ao final do livro descobrimos que a autora viveu com isso e por isso, acredito, passou de forma delicada a sua mensagem. 


Considerado um clássico moderno desde sua publicação em 1996, o livro Clube da Luta consagrou Chuck Palahniuk como um dos mais importantes e criativos autores contemporâneos, além do próprio livro como um cânone da cultura pop. O livro que estava esgotado há anos volta às livrarias nessa caprichada edição.
O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente.

 Clube da luta: De longe o livro mais doido e estranho que já tive a oportunidade de ler, mas apesar de toda a doideira o final do livro dá todo sentido que precisamos para chegar a conclusão de que o livro é considerado um clássico moderno, não atoa. Trama e personagens inesquecíveis. 


Esta é a inesquecível história de um cão que — após renascer várias vezes — imagina que haja uma razão para seu retorno, um propósito a cumprir, e que, enquanto não o alcançar, continuará renascendo. Narrado pelo próprio animal, Quatro vidas de um cachorro aborda a questão mais básica da vida: Por que estamos aqui?
Emocionante e com boas doses de humor, Quatro vidas de um cachorro é um livro para todas as idades, que mostra o olhar de um cão sobre o relacionamento entre as pessoas e os laços eternos entre os seres humanos e seus animais. Se você gostou de Marley & eu, vai adorar esta aventura que agora ganha as telas do cinema.

Quatro vidas de um cachorro: É se emocionar que você quer? Então aqui está o livro certeiro. Chorei tanto com esse cachorro que vocês não tem noção. Um livro que toca, sobretudo a quem já teve um animal querido. E o mais legal do livro é que ele é narrado pelo próprio cão e a gente se apaixona por ele.


 Nesse romance histórico, um testemunho da coragem daqueles que ousaram enfrentar o sistema da Alemanha nazista, o leitor será conduzido pelos horrores vividos dentro dos campos de concentração nazistas e verá que o amor não pode ser limitado por muros e cercas.
Lale Sokolov e Gita Fuhrmannova, dois judeus eslovacos, se conheceram em um dos mais terríveis lugares que a humanidade já viu: o campo de concentração e extermínio de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. No campo, Lale foi incumbido de tatuar os números de série dos prisioneiros que chegavam trazidos pelos nazistas – literalmente marcando na pele das vítimas o que se tornaria um grande símbolo do Holocausto. Ainda que fosse acusado de compactuar com os carcereiros, Lale, no entanto, aproveitava sua posição privilegiada para ajudar outros prisioneiros, trocando joias e dinheiro por comida para mantê-los vivos e designando funções administrativas para poupar seus companheiros do trabalho braçal do campo.
Nesse ambiente, feito para destruir tudo o que tocasse, Lale e Gita viveram um amor proibido, permitindo-se viver mesmo sabendo que a morte era iminente.
O tatuador de Auschwitz: Gente, outro livro que emociona. Uma história real de um amor que conseguiu superar os horrores vividos em um campo de concentração. Imaginem isso! Um livro que nos mostra que o amor, ele realmente supera e dá forças. 


Três anos se passaram desde o assassinato da irmã mais velha de Alex Craft. Mas, como é de costume, a culpa sempre recai sobre a vítima e o assassino segue sua vida em liberdade.
Alex é uma menina forte e quer vingar sua irmã. Por isso, ela resolve atacar qualquer predador sexual que cruzar seu caminho e colocar a boca no mundo, usando a linguagem que conhece melhor: a linguagem da violência.
Mas o que aconteceu na noite do assassinato chama a atenção de Jack Fisher, o cara invejado por todos: atleta perfeito, que desfila de braço dado com a garota mais cobiçada. Ele deseja conhecer Alex profundamente. E, numa cidade pequena, onde todo mundo se conhece, esse repentino interesse vai desencadear uma série de crimes bárbaros.
Uma narrativa vibrante com cenas de grande impacto, A (r)evolução das mulheres é uma reflexão profunda sobre os abusos e estereótipos, que tiram a humanidade das mulheres. Mindy McGinnis nos mostra que as agressões perseguem a vida não só das vítimas, mas também daqueles que estão próximos a elas.
A (r)evolução das mulheres: Coloco esse na lista porque ele é chocante de uma forma que eu não esperava quando comecei esta leitura. Um livro que também possui uma temática forte e que causa impacto em nós e traz reflexões. 

Cada um desses livros é bem diferente entre si e talvez por isso os tenha escolhido entre os tantos que li para estarem nessa listinha pequena. Cada um deles deixou uma marca em mim e por isso resolvi compartilhar eles com vocês. Espero que tenham gostado e se forem ler algum ou tiverem uma opinião diferente, comentem aqui embaixo que vou adorar ler 💛



02 julho 2018

[Resenha] O vilarejo

julho 02, 2018
Esse livro que conta com sete contos, foi minha primeira experiência com Raphael Montes que já havia visto ser tão bem falado. Nestes contos de terror que se passam em um vilarejo e os personagens se mesclam, me deixei levar pela boa e fluída escrita do autor. 
Ficha técnica
Autor: Raphael Montes
Editora: Suma de Letras
Ano: 2015
Páginas: 109
Li esse pequeno livro em uma tarde só e aposto que se você for ler, vai ser da mesma forma. Um livro que é curto e com uma escrita que passa e a gente nem sente. Os contos são de terror, então esteja preparado para algumas cenas mais fortes. Confesso que algumas delas me fizeram o estômago embrulhar. 
Existem outras línguas. E outros tons de pele. O fato de sermos todos brancos, de olhos claros, não nos torna melhores nem piores.
Todos os contos terminam de uma forma que não esperamos quando iniciamos a sua leitura e isso foi um ponto forte pra mim. Cada conto me trouxe uma carga de horrorzinho, sabe? E tenho certeza de que esse foi apenas o primeiro de vários livros desse escritor que ainda lerei. 

O vilarejo traz personagens comuns que a partir de alguns fatos, agem de maneira totalmente adversa e essas ações são explicadas no último conto, por isso, apesar de o início do livro apontar que os contos podem ser lidos fora de ordem, ler como eles estão pode fazer um sentido melhor já que o que encerra é aquele que nos diz porque tudo aquilo estava se sucedendo. 
— Ela se matou — diz. Estuda o corpo da mulher com desdém. — O pecado nos mata, meu caro Anatole. Não importa quanto tempo seja preciso. O pecado nos mata.
Sinceramente, o final podia ter sido melhor explorado, acho eu. Não que tenha sido ruim, foi bom e consegui compreender o que o autor queria, mas ainda sinto que falta alguma coisinha pra deixar o final cem por cento. Porém, o livro é excelente e essa falta que senti não afeta em nada a boa leitura que esse livro me trouxe. Super indico. 

Caso já tenha lido outros livros do autor, deixa o seu comentário aí. Diga o que achou da leitura e se me indica um pra ser o próximo deste autor para eu ler ;)

NOTA: 5/5 🌟


30 junho 2018

[Adaptação] A incendiária

junho 30, 2018

Ei, gente! Mais um super livro do nosso mestre do terror, Stephen King, vai ter uma adaptação para o cinema. 'A incendiária' vai ganhar um novo longa, já que em 1984 já tivemos a primeira adaptação dessa trama que se chamava 'Chamas da vingança'. Agora que o livro foi relançado pela editora Suma de Letras, uma nova versão será produzida.

A trama traz no enredo um casal que a partir de um experimento governamental teve os seus genes modificados e tempo depois eles ganham uma filha e ela desenvolve a habilidade de criar incêndios espontâneos. Imaginem só isso! 

O longa ainda não tem data prevista, mas eu já estou ansiosa para assistir. Claro, primeiro quero ler haha E aí, gostaram da novidade?
Imagem da primeira adaptação




27 junho 2018

[Resenha] Corte de espinhos e rosas

junho 27, 2018
Humanos vivem coexistindo com o mundo místico dos feéricos. Cada um ao seu lado de uma muralha. A família de Feyre, uma jovem humana, vive em situação de pobreza e diante disso, a jovem sai à caça de animais na floresta para sobreviver. A floresta traz perigos, além dos selvagens comuns aos humanos, podem haver ainda seres do mundo místico que vivem em iminência de cruzar a muralha. 
Ficha técnica
Autora: Sarah J. Maas 
Editora: Galera Record
Ano: 2015
Páginas: 434
Feyre mata um lobo em meio às suas caçadas e não podia imaginar o quanto a sua vida seria revirada por esse fato. Não vou contar o que acontece com detalhes, mas a jovem se vê sendo levada ao outro lado da muralha invisível e precisando conviver com os seres dos quais sempre ouviu histórias horríveis serem contadas. Mas ela não sabe mesmo o quanto a sua vida será mudada.
Não se sinta mal nem um segundo por fazer o que a faz feliz.
A "besta" que a levou não age da forma que a moça imaginava e vocês podem prever o clichê aqui, certo? Feyre começava a se dar conta de que as histórias que ouviu não são tão verdadeiras assim,ao menos nem todos os seres são tão maléficos como se pensava. Do outro lado da muralha também existe o bem e o mal, como em tudo, há dois lados da moeda.
— Você não sabe escrever, mas aprendeu a caçar para sobreviver. Como?
Parei com a mão no portal.
— É o que acontece quando você é o responsável por vidas que não são a sua, não é? Você faz o que precisa.
Comecei esse livro com receio de não gostar porque nem sempre consigo me adentrar nas fantasias, mas a trama me cativou, mesmo trazendo elementos bem semelhantes a outros livros que já li. Isso não foi algo que me incomodou durante a leitura. Desde o princípio me vi bem envolvida com o mundo contido nas páginas do livro. 

Confesso que o começo da estória me fez esperar por uma mocinha diferente, mas ela foi mesmo uma mocinha. Feyre pode incomodar um pouco durante a leitura. Ela aceita muito facilmente as coisas, parecendo que não nutre uma opinião própria diversas vezes e o fato dela sempre ser salva por um macho incomodou meu lado feminista. Porém, isso não me desanimou, já que há outros personagens que eu adorei muito. 
Era difícil conter as lágrimas, mas consegui. Não daria àquelas pessoas a satisfação de me ver desmoronar.
O conjunto do livro é ótimo e quero seguir a ler os outros dois livros que se seguem a esse. O primeiro livro acaba e deixa aquela sensação de querer mais sobre aquele mundo e em como seguirá a vida além dali. Apesar da mocinha não ser das mais cativantes e de algumas previsibilidades na trama, a escrita te envolve e eu recomendo a leitura. 
Mas aproveitei o momento; minha vida ficou linda de novo durante aqueles poucos segundos em que nossas mãos se encontraram.
NOTA: 4,5/5 🌟




25 junho 2018

24 junho 2018

[Resenha] Renato Russo, O filho da revolução

junho 24, 2018
Assim que vislumbrei esse livro senti vontade de conhecer. Não só porque as músicas da Legião Urbana sempre estiveram presentes na minha vida, como também, por Renato ser um dos maiores nomes que a música brasileira já teve. 
Ficha técnica
Autor: Carlos Marcelo
Editora: Planeta
Ano: 2018
Páginas: 464
Esse livro é muito além de Renato, traz no seu começo uma contextualização da época. Traz a criação de Brasília, o período terrível do nosso país que foi a ditadura militar e isso é um grande ponto positivo do livro, que é um prato cheio pra quem também quer saber um pouco mais da história do país. 

Conhecemos Renato Manfredini Júnior e o seu temperamento nada fácil. O entendemos e o vemos crescer. Mas mesmo sendo uma biografia de Renato, muitos outros nomes da música aparecem por aqui e isso é outro ponto que deixa o livro muito mais interessante do que já seria. Um pouquinho de tantos artistas num livro de escrita limpa, fácil e que nos enche de novos conhecimentos. 
Duas décadas depois da morte do vocalista da Legião Urbana, ele permanece por aí e por aqui. Assombrando, surpreendendo, emocionando. É um dos raros da sua profissão que conseguiu ultrapassar a barreira geracional e continuar relevante para jovens e velhos, pais e filhos.
Se você gosta do rock nacional, se conhece as músicas da Legião, você precisa ler esse livro e conhecer mais dessa banda e desse artista que escreveu músicas que falam e parecem ter sido escritas hoje.

Renato foi um monstro da música. Um cara que depois da leitura desse livro, se tornou mais especial ainda. Lia o livro e ouvia suas músicas e foi uma experiência incrível. Um escrita simples, mas carregada de detalhes e de momentos marcantes.
— Quando você canta numa banda chamada Aborto Elétrico, você está falando também do medo que todas as mulheres passam todos os dias. É uma declaração feminista.
Renato gosta da resposta e, por essas e outras conversas, Coeli ganha a sua admiração. 
Renato se foi, mas a sua magia persiste e seu legado ficou conosco e essa obra literária mostra todo o tamanho que foi Renato, que foi Legião.


23 junho 2018

[Artigo] Quanto uma capa importa?

junho 23, 2018

Uma capa bonita em livros nos atrai, não é mesmo? Mas o quanto uma capa aprazível aos nossos olhos leitores é de fato importante?

Esses dias, navegando pelas minhas redes sociais, que claro, são tomadas por conteúdo literário e por leitores tão vorazes como eu, li um comentário que me deixou surpresa e nem sei se surpresa define bem o que senti. O comentário trazia a seguinte afirmação por parte de um leitor: ele só lê um livro se a capa for bonita.

Fiquei bem espantada com aquilo, escrito assim, de forma direta, sem porém. Como assim, só lê se a capa for bonita? E o conteúdo? E a estória? E a frase mais conhecida por um leitor, não julgue um livro pela capa?

Gente, eu sei, eu mesma já me deixei levar por uma capa bonita. É realmente o primeiro ponto que nos chama atenção quando vamos às bibliotecas, livrarias, sebos e afins, mas uma capa ser tão importante ao ponto de você não ler se a capa não lhe agradar?
Esse comentário me fez questionar se algumas pessoas estão preocupadas com o que vão ler ou apenas com o que irá enfeitar a sua estante. Falo por mim, que já li livros de capas de todas as maneiras e que tem na sua estante capas “feias”, mas o que as páginas por trás daquelas capas me acrescentaram fazem com que a capa sem graça ganhe um enorme significado.

Deixar de ler um livro porque apenas porque a capa não lhe agradou, ao meu ver, é um erro. Capas se tornam meros detalhes quando uma trama nos toca no fundo da alma, quando um personagem é tão cativante que a gente queria era dar um abraço, quando o que está escrito parece pensado na gente.

Um livro é muito mais do que enfeite de estante, muito mais do que um objeto de decoração. Não deixem de ler porque a capa é feia, isso chega a ser uma blasfêmia. 


19 junho 2018

[Resenha] A mulher entre nós

junho 19, 2018
'A mulher entre nós' é um suspense psicológico e que deixa a gente sem saber bem o que está acontecendo. Assim que você acha que entendeu, vem uma dúvida pra te deixar pensando o contrário. 
Ficha Técnica
Autoras: Greer Hendricks e Sarah Pekkanen
Editora: Paralela
Ano: 2018
Páginas: 352

Acompanhamos o casamento perfeito entre Nellie e Richard, que claro, não é tão perfeito assim. Os autores jogam com a nossa cabeça com esse relacionamento e nos confundem acerca de quem é de fato "verdadeiro" ali. Nellie na verdade se chama Vanessa e o seu marido é o único que a chama assim e acaba que Vanessa nunca foi Vanessa com ele. O marido lhe moldou de tal forma que ela acabou perdendo a sua personalidade. 
Ele esperava que eu o salvasse de si mesmo.
O casamento acaba, mas mesmo assim, as dúvidas sobre as razões e os porquês disso, pairam sobre nós. Em uma narrativa que traz o presente e o passado de Vanessa, nós nos perdemos em um emaranhado de situações que nos deixam em constante sentimento de dúvida. Agora Nellie precisa ver Richard com outra, mas ela não quer que isso aconteça. É ciúme, proteção a próxima, amor? Isso precisamos descobrir.

Uma obra que traz além do suspense, temas bem pesados, mas que precisam ser discutidos e analisados, como relacionamentos abusivos e violência psicológica. Nunca tinha lido uma trama parecida com esse, mas apesar de todas essas coisas boas, eu senti que faltou algo a mais pra que o livro fosse perfeito pra mim. 
Isso  parece irônico agora, porque eu só me cerquei de mentiras. Às vezes fico tentada a me render a elas. Deve ser mais simples assim, afundar na realidade alternativa que criei, como se fosse areia movediça. Desaparecer sob sua superfície.
O final apesar de ter me causado surpresa, achei que poderia ter sido melhor trabalhado. Acabei ficando com aquele sentimento de "era isso?" e isso não permitiu que a leitura fosse maravilhosa como eu acreditava que seria. Lembrando, claro, que isso foi o meu ver. Sei que muita gente amou e entendo o porquê disso. 
'Promete que as coisas não vão mais ficar ruins entre nós.' 'Prometo.' Foi a primeira promessa que ele me fez e não cumpriu. Porque as coisas ficaram ainda piores.
NOTA: 4,5/5 🌟

16 junho 2018

[Resenha] O jardim das borboletas

junho 16, 2018
Um jardim repleto de jovens marcadas com asas de borboletas. Pai e filho que as mantém como reféns de sua loucura. É nesse ambiente que acompanhamos 'O jardim das borboletas', um livro forte, cheio de loucura. 
Ficha técnica
Autora: Dot Hutchison
Editora: Planeta
Ano: 2017
Páginas: 304
A trama é narrada por Maya, umas das garotas raptadas que se encontravam no Jardim. Por meio das lembranças e dos relatos dela é que conhecemos a face mais obscura da humanidade. Mas Maya é enigmática, irônica e não teve uma vida fácil nem antes de ter sido vítima de toda brutalidade que ocorria no jardim. 
Mas, quando eu adormecesse, o pesadelo ainda estaria lá. Quando eu acordasse, o pesadelo ainda estaria lá. Todos os dias, durante três anos e meio, o pesadelo sempre, sempre estaria lá, e não havia conforto para isso. Mas, por algumas horas, eu podia fingir. Eu podia ser a menininha dos fósforos e jogar minhas ilusões contra a parede, perdida no calor até a luz diminuir e me levar de volta ao Jardim.
Não imaginava que a leitura desse livro seria tão forte e pesada como foi, mas esse é o ponto forte do livro, ele choca. O livro é bem focado na vida que as meninas levavam quando raptadas e em todo medo e como aquilo mexia com o psicológico delas. 

O livro não tem grandes partes de tanta tensão como costumamos ver nos thrillers, mas é carregado de uma tensão sutil. É uma trama bastante centrada nos sentimentos e na psicologia de seus personagens, como a personagem central que passou por todo absurdo do jardim de forma passível e sem deixar aquilo afetar a sua sanidade, por conta de seu passado já conturbado.

É uma forma de pragmatismo, acho eu. Pessoas carinhosas e amorosas que precisam desesperadamente da aprovação dos outros acabam sendo vítimas da síndrome de Estocolmo, já o resto de nós se rende ao pragmatismo. Por já ter vivenciado as duas possibilidades, sou a favor do pragmatismo.
Um ponto que gostei muito são os personagens. Além dos psicopatas e das jovens prisioneiras, cada uma com uma personalidade e uma maneira diferente de lidar com o sofrimento conjunto, temos ainda os investigadores, que precisam lidar com a descoberta do terrível jardim e seu jardineiro cruel. 

Me surpreendi mais do que imaginava que iria com esse livro. E apesar de esperar um final diferente pra trama, eu adorei a leitura. Advirto que pode ser uma leitura bem pesada pra quem não tem costume com livros do tipo. Há momentos e cenas angustiantes; Super recomendo a leitura desse maravilhoso livro. 
Algumas pessoas desabam e nunca mais levantam. Outras recolhem os próprios cacos e os colam com as partes afiadas viradas para fora.

NOTA: 5/5 🌟


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