Esse é um livro para brancos escrito por uma pessoa branca. A autora traz em sua obra uma pesquisa e uma reflexão a todas as pessoas que se dizem não serem racistas. É um daqueles livros escritos para fazer pensar e em certo ponto, colocar o dedo na ferida.
Como dizer que hoje em dia o racismo não existe se você olhar em uma sala de aula e perceber que a grande maioria ali dentro é branca? Quando numa reunião de alguma empresa perceber que os colegas de trabalho são todos brancos? Esse tipo de questão é trazida pela autora, que escreve sobretudo para aqueles que se dizem não racistas. O racismo, geralmente esta camuflado, tão escondido às vezes, que nem a própria pessoa que o tem, sabe.
(...) não precisamos decidir excluir para que o resultado de nossas ações seja a exclusão.
Acredito que esse livro teria me tocado mais se eu já não pensasse sobre o tema e essas questões não tivessem sido presentes na minha vida desde sempre. Eu tenho a pele clara, mas minha mãe é negra e eu nunca me vi no mundo como uma pessoa branca. Eu tinha tanta consciência desse tema quando mais jovem, mas hoje em dia penso muito sobre isso, quanto sobre machismo.
O racismo está entranhado na sociedade e sim, todos nós já o reproduzimos, mesmo que inconscientemente. E muitas pessoas, são racistas e não compreendem isso. Ser racista, não é apenas apedrejar alguém por conta da pele, o racismo é muito mais que isso.
Eu indico esse livro pra quem deseja entender mais sobre o tema. Para quem não tem tanta intimidade com a temática, tenho certeza de que esse livro pode te dar socos no estômago. Se quiser refletir, leia.
Editora: Faro
Ano da edição: 2020
Páginas: 192
Duas garotas desaparecem. Mas após duas semanas uma delas reaparece, Megan, fugida do local onde foi mantida presa. A outra, Nicole, permanece sem rastro. Mais de um ano passa desde o retorno de Megan e a irmã de Nicole, médica legista, ainda pensa que talvez um dia receba o corpo de sua irmã naquela mesa de metal.
Mas ao invés do corpo de Nicole, ela recebe o corpo de um homem aparentemente afogado. Esse homem, se descobre depois de um tempo, tem uma ligação com a irmã desaparecida e é aí que Lívia Cutty decide ir em busca de mais pistas da irmã caçula, Nicole Cutty.
Pois continue fazendo tudo o que todo mundo quer, e um dia você vai acordar e se dar conta de que sua vida passou e você não fez nada do que gostaria de ter feito.
O livro mescla o presente com capítulos que mostram passagens de antes do sequestro e como viviam as duas jovens sequestradas. Mas é a busca de Lívia e as descobertas que ela começa a fazer acerca desse caso que fazem a ação desse suspense.
No começo do livro senti a leitura mais arrastada e demorei um pouco até conseguir um ritmo de leitura melhor, que é quando a história começa a ter mais ação. O começo mais parado é compensado, gente, com um final que me surpreendeu bastante –, não que eu descubra muitos finais de história, mas nem desconfiei de quem era o verdadeiro culpado ali.
Esses olhos da vida real eram tristes e solitários, e, sem dúvida, não tinham propensão para o otimismo. Estavam imobilizados no hoje, e o hoje não era tão brilhante quanto fora um dia.
Da metade da história para o final, o autor começa a nos dar suspeitos e isso faz com que criemos algumas tantas teorias na nossa cabeça. Um suspense do bons para quem gosta do gênero e desse lance de ficar tentando descobrir o que o final reserva. Minha primeira experiência com Charlie Donlea foi muito bacana e assim que possível tentarei ler os outros livros tão bem comentados do autor.
Ficha técnica
Autor: Charlie Donlea
Editora: Faro
Ano: 2017
Páginas: 368