A vida de uma mulher, seja ela qual for, é sempre atravessada por estruturas sociais, de leis, de desigualdades e de poder. Coisas que parecem muitas vezes questões individuais, como por exemplos escolhas sobre o corpo, maternidade, o trabalho doméstico, etc, são perpassados e pautados por normas sociais e decisões que são coletivas/estatais.
Com um histórico enorme de estruturas regidas patriarcalmente, somos história de resistência e de luta, e isso, não tem a ver com partidos políticos específicos, mas é preciso lembrar que nossos direitos conquistados e nossa vida em sociedade dependem e são impactadas por leis e políticas públicas.
Fiquem com três indicações de leituras que são boas para pensar sobre isso.
Lendo Lolita em Teerã: Da autora iraniana, Azar Nafisi, a narrativa deste livro mostra encontros intelectuais de oito mulheres em Teerã, realizados contra todas as adversidades, garantindo que as palavras de jovens que ousaram aprender sejam registradas e reverberem pelo mundo, deixando marcas inesquecíveis na literatura. Uma leitura que mostra a literatura e a política interlaçadas, como elas de fato o são.
Kim Jiyoung, nascida em 1982: Com narrativa sutil e ao mesmo tempo arrebatadora, retrata a realidade de uma jovem coreana e os profundos impactos da desigualdade de gênero na vida das mulheres. A vida dolorosamente comum de Kim Jiyoung vai contra os avanços da Coreia do Sul, uma vez que o país abandona as políticas de controle de natalidade e “planejamento familiar” — que privilegiava o nascimento de meninos — e aprova uma nova legislação contra a discriminação de gênero.
O segredo do meu turbante: A incrível e emocionante história real da afegã que assume a identidade do irmão para sobreviver Aos oito anos de idade, Nadia Ghulam teve a casa onde vivia com sua família, no Afeganistão, destruída por uma bomba. Ela passou dois anos no hospital, teve o rosto deformado e perdeu todos os homens da sua família.
