Resenha | Voltar a quando

 Nina vive com a mãe e a filha em Maracaibo, Venezuela. O cenário político faz com que suas vidas não sejam fáceis. Por causa disso, Nina decide que precisa deixar o país em busca de condições melhores. Ela deixa sua filha com a mãe e ruma ao Brasil.

A situação não sai tão bem quanto Nina previa, embora ela consiga enviar uma pequena quantia de dinheiro para a família. A vida de imigrante é mais difícil do que pensava. E tudo fica ainda mais complexo quando o pai de sua filha aparece, aproveitando do momento de fragilidade da menina longe da mãe e a convence a ir com ele...

Quando o livro chegou aqui em casa eu nem o conhecia, mas bastou ver a capa e a sinopse, que minha atenção foi fisgada. E logo na primeira página a história me envolveu. Cenário político caótico, vida de imigrante e as questões familiares dessa família de mulheres foram os pontos que mais me fizeram sentir e envolver. 

Os capítulos se alternam entre personagens, deixando a leitura mais dinâmica e María possui uma escrita com certo tom poético e sensível. A narrativa não fica apenas no ponto de vista das três mulheres, mas também dos pais, tanto da filha da Nina, como o pai da própria Nina. 

Mesmo sendo uma trama de cunho político e real tão intenso, a autora conseguiu trazer certa questão espiritual que achei bastante bonita. O livro é curto, mas muito marcante. Realmente não esperava a intensidade dele. Para os leitores que gostam de histórias que abordam realidades do mundo real, vale a pena colocar esse na lista. Uma história de força feminina, de fé, de família e de luta pela sobrevivência.

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