E nós acompanhamos, numa linha temporal que decorre de sete em sete anos, as possibilidades que essas três opções carregam.
Algo que me agradou foi que não apenas acompanhamos o que essas escolhas fazem com o garoto, mas como elas alteram as reações e vivências de todos os membros dessa família. Será que somos o que somos ou somos as escolhas, as atitudes dos que nos rodeiam?
Para além da reflexão central sobre os caminhos, os nomes e modos de vida, o livro foi acertivo em trabalhar a violência doméstica, a mostrando de formas diferentes, mas em todas elas evidenciando os males que um lar em que ela existe carrega a todas as pessoas que ali convivem. A violência doméstica não apenas impacta quem é o alvo principal, mas os que a cercam também e a narrativa deixa isso bastante claro.
Durante a leitura gostei mais de um caminho, mas confesso que era o que eu menos esperava que me surpreendeu e me atingiu de maneira mais profundo ao final da leitura. A construção dele foi bastante surpreendente.
Em alguns momentos da narrativa não me senti tão envolvida, e por isso, a experiência não foi perfeita, mas adorei muito a história e as questões que ela aborda. Me senti angustiada, tensa e também senti o coração apertar, sobretudo por mostrar como uma mãe pode lutar de diferentes formas pela felicidade (ou tentativa de) de seus filhos. O drama familiar é intenso, forte e a leitura é reflexiva.

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