Resenha | Nada nasce ao luar

 É noite. Ele a encontra numa estação. Carrega sua mala e a deixa contar sua história. Eles não se conhecem, mas talvez seja por isso mesmo, que ela consegue desabafar. Ela só conta e ele só a ouve. 

A madrugada vai rolando enquanto o jovem e nós, leitores, vamos descobrindo o passado desta mulher da qual nem sabemos o nome. 

A narrativa foi me envolvendo aos poucos. A história contada pela personagem misteriosa aos poucos foi me fazendo ficar imersa. Ela volta anos e anos atrás, relatando um relacionamento passado que a marcou profundamente. 

O livro publicado em 1947, narra uma época diferente da nossa, mas a história vivida pela personagem é daquelas que atravessam o tempo e podemos imaginá-la acontecendo hoje, ou até mesmo podemos conhecer, de fato, alguma história bastante semelhante a dela. 

A leitura me fez refletir sobre o quanto mulheres, independente da época, carregam o peso maior, tanto da vida quanto das relações com homens. Voltar à vida da jovem narradora conforme ela conta sua história é angustiante, dolorido e foi impossível não sentir empatia por ela. 

Enquanto a narradora refletia sobre sua vida, fui refletindo sobre questões da vida. Não sabia o que esperar dessa leitura e fui surpreendida. 

0 Comentarios

Follow Me On Instagram