[Resenha] Aos perdidos, com amor

Juliet Young perdeu sua mãe em um trágico acidente. Diariamente visita o túmulo da mãe e lhe deixa cartas, que era a maneira como elas mais se comunicavam em vida, mas a garota jamais esperaria que um dia teria uma resposta às suas cartas.
Ficha técnica
Autora: Brigid Kemmerer
Editora: Plataforma 21
Ano: 2017
Páginas: 450
Declan Murphy está sob condicional e presta serviço comunitário cortando grama em um cemitério e lendo a carta deixada por alguém, endereçada à mãe, ele nem sabe porque, mas acaba respondendo com duas palavras que mudariam o caminho de ambos: "Eu também".

Juliet quando volta ao cemitério não pode acreditar no que vê. Alguém leu sua carta íntima para a mãe e embora ela fique furiosa por isso, deixa uma resposta a quem quer que tenha ousado se meter nas suas palavras. 

— Um dia não é a sua vida toda, Murph. – Ele espera até que eu olhe para ele. — Um dia é só um dia.

Daí, que inesperadamente, essas duas pessoas com vazios na vida compreendem que se entendem e passam a trocar mensagens. Mal sabem eles que se conhecem e ao decorrer dessa história, fora das cartas, trocam farpas.

O livro tem uma narrativa que intercala com esses dois personagens, que são incrivelmente cativantes e me conquistaram de cara. Um livro que parece de uma simplicidade, mas que te causa baques e te enche de reflexões. A gente torce por eles, que encontrem seus caminhos e que sigam se encontrando. 

Destino ou a gente escolhe os nossos caminhos? Essa é a grande questão do livro. Personagens perdidos que parece que só tem o caminho de ladeira abaixo para seguir, mas que juntos e se inspirando sem nem ao menos saber, conseguem enfrentar muitas coisas jamais imaginadas. 

Se o destino fosse uma pessoa, eu daria um soco na cara dele.

Além dos personagens centrais, os personagens secundários são maravilhosos e eu queria poder abraçar alguns deles e dizer que tudo vai ficar bem. Uma trama linda e inspiradora. 

NOTA: 5/5 🌟 + 💓