11 junho 2018

[Resenha] Jane Eyre

Jane Eyre conta sua história para nós. O livro é como uma autobiografia da personagem que nos narra muitos dos momentos marcantes de sua vida. Jane é uma menina órfã de pais e havia sido adotada pelo tio. O tio, infelizmente, faleceu, mas antes de partir fez a sua esposa prometer cuidar de Jane como se fosse da família. 

Ficha técnica
Autora: Charlotte Brontë
Editora: Presença
Ano: 2002
Páginas: 519
Publicado originalmente em 1847 e ambientado no norte da Inglaterra, acompanhamos a infância de Jane com a sua tia e primos, mas ao invés de tratar a menina como o tio gostaria, ela é tratada de forma totalmente diferente e com muitos maus tratos por parte de seus parentes. Após um episódio que leva a tia a ficar enfurecida, Jane é enviada para uma escola. 

Lá, ela se encontra melhor, apesar da escola não ter a estrutura boa e nem sempre dispensar o melhor tratamento à suas alunas. Jane passa a sua infância e adolescência por lá, ganha instrução e acaba virando uma professora. Mas aquele canto do mundo se torna pequeno demais ao espírito livre da moça, que se lança ao mundo em um emprego de preceptora. 
Por que, então, devemos nos sentir aterrados pelo sofrimento, quando a vida é tão curta, e a morte nos garante a felicidade eterna... e a glória?
Assim, Jane vai trabalhar em Thornfiled Hall, como tutora de Adele. Nesta casa, acaba conhecendo Mr. Rochester e quando menos esperava o amor surge por ele. Mas há mistérios que cercam a família e a casa e, assim, as coisas não correm fáceis para Jane com este amor. 

Um clássico que traz como personagem principal uma mulher à frente de seu tempo. Jane gosta de ser livre e não abaixa a sua cabeça para os pensamentos e opiniões de ninguém e essa sua característica vem desde criança, o que me fez simpatizar imensamente com ela. Adoro como ela supera a sua infância difícil e ganha o seu espaço no mundo. 

O romance do livro, confesso, me incomodou um pouco, já que Mr. Rochester, ao meu ver, por vezes é bem autoritário e tem atitudes com Jane que não acho legal, claro que leio com a minha cabeça de século XXI, então talvez na época esse romance fosse tido como "normal". Mas o personagem dele não conquistou a minha simpatia. Entretanto, acontecem coisas que o redimem um pouco e terminei o livro com menos ranço dele. 
E é loucura uma mulher permitir que um amor secreto queime dentro dela. Amor que, desconhecido e não correspondido, devora a própria vida que o alimenta. E, se revelado e retribuído, pode levar, como um fogo-fátuo, a um pântano de onde não há como sair.
Algumas partes do livros acabaram sendo uma leitura arrastada e confesso que senti tédio, mas quando o livro termina, fico bem contente com o fechamento. Jane Eyre é um clássico maravilhoso, que nos traz reflexões, mesmo tanto tempo depois de ter sido escrito. E com certeza, Jane será uma personagem que vai ficar marcada em meu coração. 

Quando publicado pela primeira vez foi com um pseudônimo masculino já que esse romance não trazia visões muito "femininas" para aquela época. Com elementos góticos, com mulher independente e que não se submetia à vontade masculina, certamente naquela época não seria bem visto, uma dama, o escrever. 

Fica aqui mais um clássico que eu recomendo demais.
É um dos meus defeitos. Embora minha língua seja rápida demais para dar uma resposta, muitas vezes falha terrivelmente quando tem que arranjar uma desculpa.

NOTA: 4,5/5 🌟 


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