[Resenha] O sol também se levanta

'O sol também se levanta' narra as histórias de um grupo de pessoas em Paris, pós I Guerra Mundial. São pessoas ricas e que buscam algum tipo de motivação, emoção em suas vidas apáticas. Essa foi uma geração de pessoas, denominadas "Geração perdida".

Ficha técnica
Autor: Ernest Hemingway
Editora: Abril
Ano: 1971
Páginas: 266
A primeira edição desse exemplar foi escrita em 1926 e traz o pós guerra e essa geração de pessoas apáticas e fúteis. O começo do livro traz uma narrativa que nos leva a crer que o livro vai trazer mais do que realmente traz. A leitura é fácil e corre bem, mas a única coisa que senti foi pena dos personagens e talvez, fosse isso, que realmente o autor queria passar. 

Esse grupo de amigos vai até a Espanha, Pamplona, atrás de emoções em suas vidinhas sem nada significativo. Cada um deles procura por algo que nem eles próprios sabem ao certo o que é. 
Cohn era dotado de um talento notável para despertar nos outros os piores defeitos.
É inegável que a escrita de Hemingway é maravilhosa, mas esse livro é realmente bem monótono. Li ele até que rapidamente, porém ele não tem muita emoção nem traz muitos sentimentos aos leitores, a não ser pena daquelas vidas. Nada mais é do que um relato do dia a dia daquele grupo. Algo quase jornalístico. Sem uma grande trama em si. 

Ler esse autor é sempre algo bom e que eu recomendo que se conheça a escrita. Mesmo sendo assim, monótono, o livro traz mensagens. A gente precisa viver e não apenas deixar nossos dias passarem apaticamente. Tudo que eu pensava era que eu jamais queria ser como aquela geração.
(...) Tudo que eu desejava era saber como viver. Talvez, aprendendo como viver, acabemos compreendendo o que há realmente no fundo de tudo isso.

NOTA: 3/5 🌟