[Resenha] Garota, interrompida

Sem conseguir lidar com o mundo, Susanna Kaysen atenta contra a própria vida aos 18 anos de idade quando é o ano de 1967. Internada voluntariamente a jovem agora precisa passar os seus dias entre as paredes e as muitas mulheres que sofrem de vários distúrbios da mente. Em relatos autobiográficos, a autora traz os pensamentos que viviam em sua mente e seu dia a dia neste hospital.

Ficha técnica
Autora: Susanna Kaysen
Editora: Única
Ano: 2013
Páginas: 189
Em capítulos curtos e de rápida leitura vemos como as mulheres lidam com a situação de estarem presas em um hospital e como elas passam pelos seus dias e vivem com sua rotina. Além disso, o livro tem uma parte bem questionadora sobre como a sociedade tratava as mulheres, naquele tempo e também nos dias atuais. 

Na verdade, eu só queria matar uma parte de mim: a parte que queria se matar, que me arrastava para o dilema do suicídio e transformava cada janela, cada utensílio de cozinha e cada estação de metrô no ensaio de uma tragédia.
O livro traz tabus tratados de forma normal, sem constrangimentos e isso vejo como um grande ponto positivo. Susanna soube contar a sua história de uma maneira legal, de uma forma questionadora e reflexiva. Quando o comecei descrevi o livro como peculiar. E sim, ele foi peculiar de uma maneira bonita. O início pode ser um pouco tedioso, não que pra mim tenha sido, mas entendo que possa ser para alguns leitores, mas nas suas poucas páginas a trama se desdobra e nos traz uma mensagem brilhante. 

Um livro curto mas que certamente deixa a sua marca em quem o lê. Acabamos nos envolvendo intensamente com as "doidas" e torcendo para que Susanna se dê bem na sua vida, saia de lá e tenha uma boa vida. Ah, o livro tem a adaptação cinematográfica, estrelada por Angelina Jolie, também vale a pena dar uma conferida.

Com quantas garotas um rapaz de 17 anos teria de trepar para ser rotulado de “compulsivamente promíscuo”? Três?Não. É pouco. Seis? Duvido. Dez? Parece mais possível. Provavelmente entre quinze e vinte, no meu palpite. Isso se algum dia colocarem esse rótulo nos rapazes, coisa que, se não me falha a memória, jamais se fez.

Nota: 4/5 🌟



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