26 fevereiro 2018

[Resenha] Quando a noite cai

Briana é uma jovem de 23 anos que vive com a mãe e a irmã caçula, Aisla. Morando em uma pensão que foi herdada de família, as três tentam sobreviver o melhor que podem desde a morte do pai. A pensão está meio decaída pelas dificuldades financeiras e por ter apenas uma hóspede há anos. Briana não tem sorte e todo tipo de desastre acontece na sua vida e por isso, não consegue se manter em um emprego por mais de uma semana. Aisla cursa a faculdade de fotografia para que no futuro possa ajudar mais a família e a mãe lida com os afazeres da pensão.


Ficha técnica
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Ano: 2017
Páginas: 476
Entretanto, não é só de azar e trocas de trabalho que vive Briana, desde os seus 18 anos, a jovem tem sonhos recorrentes que se repetem praticamente todas as noites e são como filmes, tem seguimento. Nestes sonhos, Briana vive como Ciara e se apaixona pela lindo guerreiro, Lorcan. Briana não entende o porquê desses sonhos e nem como pode ser apaixonada por um homem que vive apenas na sua cabeça.

Mas tudo muda de rumo quando Briana é quase atropelada e o homem que sai do carro, Gael, ou  é muito, mas muito parecido com o homem de seus sonhos ou, então, é ele mesmo. Mas como isso seria possível se Lorcan é um guerreiro irlandês de outra época?

Porque, quando se ama, por mais impossível que possa parecer, a esperança persiste e você luta até o último suspiro.
O livro de Carina mistura fantasia e romance, uma mistura que realmente combina e temos uma bela história. Mas, sim, temos um mas aqui. Tive problemas com a narrativa mesmo sendo a escrita da Carina tão leve. Os capítulos se alternam entre a vida atual e os sonhos de Briana e na parte dos sonhos é que morou o problema. Nessas partes, que continham detalhes demais para o meu gosto, a leitura se quebrava, me fazendo cair em desânimo. Entendo que a narrativa dos sonhos é o cerne do livro, pois aí mora a forte ligação da jovem com Gael, mas infelizmente sinto que Carina podia ter feito essas partes menos longas. 

Estou cansado de fingir que não te vejo, que não penso em você, que não te desejo, e de me sentir miserável por isso. Eu sei que você é capaz de entender o que eu digo. Eu sei que é, porque você é a única pessoa que realmente pode me ver por dentro.
Apesar disso, os personagens me encantaram e o romance de Gael e Briana é lindo, menos toda enrolação de Gael para contar as coisas para Briana. Confesso que a primeira fase de azar da Bri é muito mais engraçada, é cada trapalhada. Me peguei rindo muitas vezes. 

A mim o livro se resumiu em: amar o começo, desanimar no meio e adorar a conclusão. O meio acabou repetitivo, parecendo que as coisas não saíam do lugar. Por essas questões, ele não entra entre meus adorados da Carina, mas uma coisa é certa, ô autora que gosta de fazer a gente ter crush por quem não existe. Não é excelente, mas um bom livro e claro, essa é a apenas a minha percepção. Fãs da Rissi, não me matem! (hehe)

Depois de tantos anos, era de esperar que eu já tivesse me acostumado com aquilo. Mas eu não tinha. Era um choque a cada vez que eles se repetiam. E a dor da ausência era tão real quanto qualquer outra coisa que eu já tivesse experimentado.

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