Resenha - Boneco de pano

Boneco de pano, Daniel Cole  
Novo Conceito, 2017





#Sinopse: O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano.


Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf.

 Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar.


Haveria alguma coisa de errado com ela? Seria natural preferir as emoções fortes e 
traumáticas à total falta de emoções? Talvez fossem essas perguntas que
 os assassinos também se faziam para justificar suas atrocidades.
 Assustada consigo mesma, ela achou melhor voltar ao trabalho.

#Opinião: Boneco de pano é um thriller policial. Acompanhamos o detetive William Fawkes em seus dilemas pessoais e profissionais. Agora um assassino está a solta e de presente, deixou a polícia um corpo montado com parte de seis vítimas diferentes. A polícia precisa descobrir de quem são os corpos e ainda correr contra o tempo, porque se descobre uma lista com mais seis nomes de futuras vítimas, com um nome em especial. O detetive Fawkes, também conhecido como Wolf.

 Esse detetive ficou famoso pelo seu temperamento durante um julgamento do qual ele tinha absoluta certeza de que o réu era o assassino. O júri o considerou inocente e assim, Wolf não se aguentou e partiu pra cima. Foi afastado da polícia e até internado numa clínica psiquiátrica esteve.

 O boneco de pano, como chamaram o corpo encontrado, apontava para a janela do apartamento de Wolf e tudo indicava que o assassino o estava confrontando. E o tempo não dá trégua a equipe da New Scotland Yard. Mais vítimas são feitas e precisam encontrar quem está por trás dessas atrocidades. 

Se tem uma coisa que aprendi na vida foi isto:
 se você continuar sacudindo uma pessoa, 
vai chegar uma hora que ela vai sacudir
 você de volta.

 Sobre a trama, não falarei muito mais pra não acabar soltando spoilers. Lhes digo que achei uma boa leitura, que poderia ter sido melhor explorada pelo autor. Uma história boa, mas que não foi tudo aquilo para o que tinha potencial. 

 Os personagens não foram muito do meu agrada. Detestei o detetive deste a primeira lida até o final, e no final o detestei mais ainda. Os personagens secundários me agradaram muito mais e eu gostaria de ter acompanhado mais do Edmunds, um novato na equipe que acabou participando e dando a melhor contribuição para a trama se desenrolar.

 A leitura flui de maneira fácil, entretanto teve partes que bateu um desânimo tremendo da história. Talvez, apenas por gosto pessoal mesmo. Ou talvez por não ter conseguido me entrosar com aqueles personagens.

 Recomendo a leitura, mesmo com esses problemas, até porque isso é comigo. A história é boa, então confiram por si mesmos pra tirar suas conclusões.

Por Roberta Muniz
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