A autora vai repassando como um passeio à biblioteca, as autoras que ali estão e se questiona: por que são um número tão menor do que os homens? Do que as mulheres precisavam para escrever mais? E a resposta é pensar sobre quantas coisas as mulheres foram impedidas de fazer. Hoje vivemos um contexto bem diferente, mas porque muitas lutas por direitos foram travadas no passado. Houve tempo em que mulheres eram impedidas de estudar, de ler, de pensar, entre tantas outras coisas, e tudo de forma naturalizada, como se mulheres só pudessem exercer um determinado papel: o doméstico.
Homens recebiam educação, saiam de casa para ver o mundo e tinham muito mais liberdade, o que, obviamente, lhes dava muito mais condições de criar ficção literária. Mulheres, muitas vezes mesmo estando em casa, sequer tinham um lugar no qual pudessem ter momentos para escrever. A elas, muitas vezes, era negado até mesmo momentos de silencio só seu.
Apesar de ser uma obra de quase um século, o ensaio nos permite pensar o quanto o espaço ocupado socialmente, as cobranças sociais e a falta recursos podem privar uma mente de explorar o seu maior potencial e por quanto tempo tantas mulheres foram apagadas.

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