[Resenha] A batalha das Ardenas

O livro A batalha das Ardenas publicado recentemente pelo Grupo Planeta, com o selo Crítica mostra como tudo aconteceu na última contraofensiva do exército alemão no final da Segunda Guerra Mundial. Hitler se encontrava em uma situação frágil e foi uma última cartada lançada por ele em 16 de dezembro de 1944.

Ficha técnica
Autor: Antony Beevor
Editora: Crítica 
Ano: 2018
Páginas: 568
Esse livro traz mais do que apenas relatar os acontecimentos acerca da última grande batalha da Segunda Guerra, mas também relatos dos sofrimentos passados por quem vivenciou essa guerra. No livro podemos até mesmo ler trechos de cartas que soldados enviavam às suas famílias. Não imaginava que o livro traria tamanho número de fatos.

E uma coisa muito curiosa durante as primeiras horas de leitura desse livro foi verem citados dois grande escritores. J. D. Salinger que escreveu o polêmico O apanhador no campo de centeio e também o grande Ernest Hemingway. É brilhante ver outro lado desses grandes nomes tão conhecidos a nós leitores.
As mulheres, principalmente, queriam que a guerra terminasse, e como o serviço de segurança da ss relatou, muita gente havia perdido a fé no Führer. Aqueles que intuíam melhor a situação sentiam que a guerra não terminaria enquanto Hitler estivesse vivo.
Não vou me alongar dizendo sobre toda história que trata o livro porque ela é até mesmo de conhecimento fácil, já que se trata de fatos reais. Filmes sobre a batalha mais sangrenta para os Estados Unidos já foram feitos também.

Preciso falar sobre como a edição desse livro foi bem feita. Além de sua capa dura, maravilhosa, o livro conta com páginas que trazem fotos de quando a batalha das Ardenas aconteceu e da devastação que a guerra causou, tanto no povo como nos soldados. Uma imagem de um soldado mexeu bastante comigo, porque ele é nitidamente tão jovem que não sei imaginar tudo que essas pessoas envolvidas na guerra sofreram. 
Os 6 mil homens sob seu comando foram escorados em marcha e aprisionados nas jaulas vazias do zoológico, já que os animais haviam sido comidos pela população faminta.
O livro é extremamente bom para quem nutre interesse no assunto Segunda Guerra, assim como eu. Mas por trazer fatos históricos, termos alemães e muitos nomes, ele requer uma atenção muito maior na leitura, ao menos, eu precisei. Mas apesar disso, a leitura em nenhum momento é arrastada, mas sim, muito fluída.

Preciso alertar que o livro também é forte e acredito que ele precisa ser mesmo. Sabemos o que foi essa guerra e os estragos que ela causou, física e emocionalmente. Recomendo aos amantes de história e aos que nem sejam tanto, por que não? Um livro imensamente interessante de se ler.
Hitler admitiu para Junge que poderia perder a voz. Ele sabia muito bem', escreveu ela, 'que sua voz era um instrumento importante de poder; suas palavras inebriavam o povo e o enlevavam. Como conseguiria manter as multidões enfeitiçadas se não fosse mais capaz de discursar para elas?