14 janeiro 2018

Resenha - O último adeus


Sinopse: O Último Adeus é narrado em primeira pessoa por Lex, uma garota de 18 anos que começa a escrever um diário a pedido do seu terapeuta, como forma de conseguir expressar seus sentimentos retraídos. Há apenas sete semanas, Tyler, seu irmão mais novo, cometeu suicídio, e ela não consegue mais se lembrar de como é se sentir feliz. 


O divórcio dos seus pais, as provas para entrar na universidade, os gastos com seu carro velho. Ter que lidar com a rotina mergulhada numa apatia profunda é um desafio diário que ela não tem como evitar. E no meio desse vazio, Lex e sua mãe começam a sentir a presença do irmão. Fantasma, loucura ou apenas a saudade falando alto? Eis uma das grandes questões desse livro apaixonante.


Ficha técnica
Autora:  Cynthia Hand
Editora: Darkside Books
Ano: 2016
Páginas: 352



Opinião: Quando comecei a leitura desse livro nem sabia o que me aguardava. Conhecemos Lex, personagem que narra o livro em primeira pessoa e nos leva ao seu universo, que no momento, se encontra aos pedaços. Tyler era um jovem engraçado, amoroso, atleta, com muitos amigos, popular dentro da escola, mas nada disso foi capaz de fazê-lo se agarrar a vida. Ty, se suicida e leva o mundo da mãe e da irmã, a dar voltas impensáveis e as deixa de cabeça para baixo. 

 Lexie é levada pela mãe à fazer terapia e como uma válvula de escape, seu terapeuta lhe pede que escreva em um diário, com nenhum destinatário, mais para ela mesma colocar seus sentimentos de alguma forma para fora e mesmo achando que isso é uma bobagem, a jovem acaba se deixando vencer e ao longo do livro, vemos o que ela vai escrevendo. Em sua casa precisa lidar com além da sua dor, com a dor da mãe, que muitas vezes chora de uma hora para a outra e afoga a tristeza nas bebidas alcoólicas. Mas um certo dia, a mãe de Lex, relata sentir a presença do filho morto e junto com a presença, há o perfume característico dele, mas a jovem tenta ser racional, e lógico que esse cheiro veio do vidro do perfume de Ty, que ainda se encontra no mesmo lugar. 

 A jovem acaba vendo o seu irmão e fica muito assustada, questionando a própria sanidade e acreditando que talvez, sim, ele esteja em casa de alguma maneira e esse é um dos mistérios que rodeiam essa história. A leitura é muito fácil e logo nos apegamos a personagem que nos narra e sentimos a vontade de a amparar. Uma trama que mostra os muitos sofrimentos aos quais as pessoas que ficam aqui passam quando perdem alguém que amam. O suicídio deixa marcas muito pesadas e esse livro mostra de uma forma sensível e bonita.

 Há um ponto no livro que ao meu ver ficou um pouco falho, mas não posso muito sobre essa parte porque detesto pensar na possibilidade de estragar alguma futura leitura, mas o que posso dizer é que um outro suicídio acontece na trama, mas sinto que algo ficou solto e não foi muito bem explicado. Em algumas outras partes também senti que ficaram pontas soltas e mesmo o livro tendo me emocionado e tido uma mensagem e final bem tocante, não chega a entrar nos meus prediletos. 

 Fora essas questões, é um livro que eu imensamente recomendo a leitura. A forma tocante com que a autora relatou tudo é, talvez, consequência dela já haver passado por isso, como relata na sua parte de agradecimentos. É uma obra fictícia? É sim, mas tendo vivenciado uma situação semelhante, acredito que deu a autora uma maravilhosa visão sobre o tema forte. 



"É engraçado como, às vezes, não vemos
as coisas mais óbvias. Você acha que sabe
o que a vida tem reservado para você. 
Acha que está preparado. Você acha que pode 
enfrentar. E então... bum, como uma explosão,
algo vem do nada e pega você desprevenida."


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